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O ministro da Aviação Civil, Guilherme Ramalho, defendeu ontem a adoção de medidas para implementar serviços de baixo custo (“low cost”) e para ampliar o limite de estrangeiros no capital de companhias aéreas. Ramalho informou que as medidas no âmbito regulatório já estão sendo estudas pelo governo. “Às vezes, passageiro quer menos serviços por um preço menor da passagem, porque prioriza o serviço de transporte em si”, disse. Sobre o limite de 20% de capital estrangeiro em aéreas brasileiras, o ministro disse que a medida depende exclusivamente do Congresso Nacional. “Essa pode ser uma medida que auxilie a entrada de novas empresas”, disse Ramalho.
 
Melhor aeroporto está em Curitiba e o pior em Cuiabá, segundo pesquisa Por Rafael Bitencourt | Valor BRASÍLIA  –  Os aeroportos de Cuiabá (MT), Salvador (BA) e Galeão (RJ) registraram as piores avaliações na pesquisa de satisfação do passageiro realizada pela Secretaria de Aviação Civil no quarto trimestre de 2015. Estes três aeroportos tiveram notas abaixo de 4,16 pontos, média registrada pelos 15 maiores terminais do país, que representam 80% da movimentação de passageiros.

Na pesquisa, a Secretaria de Aviação Civil avalia 48 indicadores, com nota de 0 a 5. O Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba (PR), ficou com a melhor nota geral (4,52), seguido por Campinas (4,48) e Guarulhos (4,41), ambos no Estado de São Paulo. O aeroporto de Cuiabá teve a pior pontuação (3,36), seguido por Salvador (3,67) e Galeão (3,91). O ministro da Aviação, Guilherme Ramalho, disse nesta quinta-feira que os aeroportos de Cuiabá e Salvador tiveram a classificação influenciada pelo momento de execução de obras. Ainda segundo a pesquisa, os serviços de tecnologia ainda estão abaixo das expectativas dos passageiros. A disponibilidade de tomada, por exemplo, só é “muito boa” em Fortaleza e Viracopos. Já a qualidade do wi-fi disponível é avaliada como “ruim” ou “muito ruim” nos 15 aeroportos pesquisados.

Prejuízo das aéreas em 2015 pode ter superado R$ 4 bilhões
As quatro companhias aéreas brasileiras — TAM, Gol, Azul e Avianca — vão fechar 2015 com um prejuízo “muito pior” que os números apurados até setembro, mês dos últimos balanços disponíveis, segundo previsão do presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz. “O quarto trimestre foi muito pior [que os primeiros nove meses do ano]”, disse o executivo a jornalistas após a entidade divulgar os dados operacionais de 2015. Somando as perdas registradas em balanço por TAM, Gol, Azul e Avianca, o setor acumulou entre janeiro e setembro perdas de R$ 4,1 bilhões. O executivo da Abear descartou o risco de alguma aérea falir ou decretar concordata por causa da crise. “Não existe esse risco. As aéreas estão fazendo tudo para seguirem saudáveis, cortando voos”, disse. Mas Sanovicz alertou que as empresas poderão demitir funcionários.

“Pode sim haver impacto sobre emprego. É um momento muito duro.” A Abear prevê que as empresas aéreas vão reduzir neste ano em cerca de 7% a capacidade, medida em assentos-quilômetros disponíveis (ASK, na sigla em Inglês). Segundo ele, além de redução de voos, as empresas estão diminuindo a frota. Sanovicz disse que todos os dados de cenário que a Abear têm apontam que apenas no segundo semestre de 2017 haverá alguma recuperação. “Estamos com a faca nos dentes esperando um ano inteiro de 2016 de muita dificuldades”, disse o presidente da Abear, que admitiu que o corte de 7% na oferta pode ser maior. Segundo dados divulgados ontem pela Abear, a demanda por transporte aéreo doméstico medida
em passageiros-quilômetros transportados (RPK, na sigla em inglês) fechou 2015 com avanço de 0,79% ante 2014 — o pior desempenho do setor desde 2003. Mas desde agosto o setor não para de perder passageiros. Apenas no quarto trimestre, a demanda brasileira aérea doméstica recuou 10,83%. O presidente da Abear disse que as medidas que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) planeja colocar em audiência pública vão favorecer o setor porque alinha as regras locais ao padrão internacional. A Anac vai colocar em audiência pública mudanças nas regras que determinam às aéreas a obrigação de indenizar passageiros em casos de atrasos e cancelamentos de voos provocados por fatores climáticos. A agência também quer flexibilizar a cobrança do transporte de bagagens, reduzindo o peso máximo que cada passageiro pode levar nos porões dos aviões sem tarifa extra. “No mundo todo, se você transporta mais mala, você paga. Paga quem usa. Quem não usa paga um valor menor. Isso é mais justo”, disse Sanovicz a jornalistas em coletiva de imprensa em São Paulo. “Da mesma forma, nenhum passageiro que teve voo cancelado em Nova York por causa da nevasca recebeu compensação. Essa é a regra no mundo porque São Pedro não é funcionário de companhia aérea.” Sanovicz disse que as aéreas não querem ajuda do governo, mas um alinhamento com as regras internacionais da aviação. “Ainda não calculamos o que essas medidas podem gerar de economias para o setor porque ainda não vimos exatamente o que a Anac vai colocar em audiência pública.”

Demanda aérea de passageiros em 2015 cresce pouco; TAM lidera mercado

A demanda por transporte aéreo doméstico medida em passageiros-quilômetros transportados (RPK, na sigla em inglês) fechou 2015 com avanço de 0,79% ante 2014, segundo dados divulgados hoje pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). A oferta em 2015 medida em assentos-quilômetros disponíveis (ASK) avançou 0,72% ante 2014,

levando a taxa de ocupação a 79,95% — estável ante o ano anterior. O ano de 2015 para a aviação comercial brasileira fechou com cinco meses seguidos de retração. Em dezembro, a demanda pelo transporte aéreo doméstico recuou 4,92%. A oferta cedeu 3,61%, enquanto a taxa de ocupação caiu 1,10 ponto percentual para 79,82% Apenas no quarto trimestre, a demanda brasileira aérea doméstica recuou 10,83%. “Desde julho estacionamos e a partir de agosto começamos a regredir”, disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz. “Saímos de um crescimento de 7% em dezembro de 2014 para uma retração de quase 5% em 2015.”

Internacional

No segmento internacional, as empresas aéreas brasileiras conseguiram crescer 13,34% em 2015 em relação a 2014, segundo a Abear. A oferta nas rotas operadas por TAM, Azul, Gol e
Avianca aumentou 14,16%. Em dezembro, as aéreas brasileiras capturaram uma demanda 8,79% maior nas rotas internacionais e ofereceram uma capacidade 7,13% maior. A taxa de ocupação nos voos internacionais operados pelas aéreas brasileiras caiu 0,59 ponto percentual em 2015 ante 2014, para 81,86%. Em dezembro, esse indicador subiu 1,26 ponto percentual, a 82,25%.

Market share

A TAM encerrou 2015 como a líder dos mercados doméstico e internacional da viação entre as aéreas brasileiras, segundo dados da Abear, embora alguns pontos percentuais abaixo do
“market share” capturado pela controlada pela Latam em 2014. No segmento doméstico, a TAM fechou 2015 com fatia de mercado de 37,05%, ante 38,40% em 2014. A Gol foi a vice-líder, com 36,29% ante 36,39% em 2014. A Azul aumentou a participação doméstica em 2015 a 17,14% de 16,78% em 2014. A Avianca foi o grande destaque no segmento doméstico, com crescimento de market-share a 9,54% de 8,43% em 2014. Já no segmento internacional, a Azul foi o destaque, capturando 7,83% da demanda em 2015, ante 0,50% em 2014. A TAM ficou com 78,47% (84,55% em 2014) e a Gol capturou 13,65% da demanda internacional, contra 14,93% no ano anterior.

GALEÃO

Aeroporto do Galeão teve a pior avaliação

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