Ministro afirma que Turismo precisa de força política, não de técnicos!

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Prestes a iniciar seu terceiro mês frente ao Ministério do Turismo, Henrique Alves declarou ao HOSTELTUR BRASIL que  “independentemente da pessoa que ocupa o ministério, o importante é a priorização da atividade turística, o que se traduz no orçamento. Quando você vê o orçamento da pasta, percebe que o setor não é priorizado como deveria”. 

Alves esteve presente na abertura do GRI Hotéis 2015, evento que aconteceu na capital paulista nas últimas quarta e quinta-feira. Na ocasião, ele reiterou que “os investimentos no turismo geram emprego e renda de maneira rápida, mas não é correspondido há muitos e muitos anos e muitos e muitos governos”.

Para reverter essa situação, ele afirmou à nossa reportagem que a força política de um ministro se faz mais necessária que o conhecimento técnico.  O ministro afirmou que pasta tem um quadro técnico muito competente e que permanece. “Quando chega um ministro com mais força política, ele pode impor uma agenda mais relevante. O Ministério do Turismo não precisa de técnicos, precisa de força política para fazer o Governo entender que o setor deve fazer parte das prioridades do País”.

Em seu discurso, Alves declarou ainda que “há certo preconceito com investidor de turismo”, apesar do setor, historicamente, crescer mais que a economia brasileira. Ele também afirmou que “temos que andar de mãos dadas com a iniciativa privada” e ressaltou que o “retorno só chega em ambiente favorável”.

Questionado por jornalistas sobre a burocracia que existe para a liberação de financiamentos para a hotelaria, Alves apenas concordou que o problema existe e ressaltou que ele é comum a diversos setores.

Discurso
Em sua fala durante a abertura do evento, o ministro trouxe os principais números do setor noBrasil, comparou o número de turistas que o País recebe anualmente com destinos de menor tamanho e destacou alguns pontos. Entre eles, o Plano de Aviação Regional; a conversão da Embratur de instituto para agência; a criação de áreas especiais de interesse turístico; a isenção de vistos, a valorização das culturas locais, a atração de turistas asiáticos e a importância dos cruzeiros.

Alves ainda comentou a dificuldade de desenvolvimento de atividades turísticas em áreas de proteção ambiental. Ele criticou o fato de órgãos ligados ao meio ambiente agirem como “donos da verdade” e defendeu a flexibilização do diálogo entre essas instituições e o Turismo.

A participação do ministro no GRI Hotéis 2015, marca a aproximação do evento com a esfera pública. Outra novidade desta edição foi o fato da escolha dos temas ter sido realizada pelos próprios membros do grupo.

 

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