
As viagens solo femininas seguem em expansão no Brasil e vêm transformando o perfil do turismo nacional. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo em parceria com a UNESCO, 40% das brasileiras afirmam já ter viajado sozinhas algumas vezes, enquanto 31,4% fazem esse tipo de viagem com frequência, evidenciando o crescimento desse segmento.
O lazer aparece como a principal motivação para viajar desacompanhada, seguido pela busca por liberdade, independência e autoconhecimento. As viagens a trabalho e as visitas a familiares e amigos também figuram entre os principais motivos para embarcar em uma experiência solo.
O levantamento revela ainda mudanças no comportamento das viajantes. Atividades culturais lideram as preferências, seguidas por experiências de ecoturismo e gastronomia, indicando uma demanda crescente por roteiros que valorizem a cultura local, o contato com a natureza e vivências autênticas nos destinos.
A região Sudeste concentra o maior percentual de mulheres que já realizaram viagens solo, reforçando a importância do mercado para destinos turísticos brasileiros.
Apesar do crescimento do segmento, a segurança continua sendo um dos fatores mais relevantes no planejamento das viagens. A pesquisa aponta que muitas mulheres ainda deixam de viajar por receio da violência, reforçando a necessidade de investimentos em infraestrutura, informação e serviços voltados para esse público.
Entre as principais demandas estão hospedagens com protocolos de segurança, transporte confiável, informações acessíveis sobre os destinos e serviços turísticos preparados para atender às necessidades das viajantes.
Especialistas também destacam a importância do planejamento antes da viagem, incluindo a escolha de empresas regularizadas, a pesquisa sobre hospedagens e atrações, o compartilhamento do roteiro com pessoas de confiança e cuidados básicos durante o deslocamento.
O crescimento das viagens solo acompanha uma transformação no mercado turístico, que passa a desenvolver produtos, serviços e experiências voltados a um público cada vez mais interessado em autonomia, bem-estar e segurança. A tendência reforça a diversidade do turismo brasileiro e amplia as oportunidades para destinos que investem em acolhimento, infraestrutura e experiências personalizadas.




