
O mercado brasileiro de viagens corporativas segue em ritmo de expansão em 2026. Entre janeiro e junho, o setor movimentou R$ 7,18 bilhões, crescimento de 14,77% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o faturamento foi de R$ 6,25 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) e refletem o fortalecimento das viagens de negócios e a intensa agenda de eventos presenciais no país.
As passagens aéreas permaneceram como o principal motor das viagens corporativas, respondendo por 59,5% do faturamento das agências associadas à Abracorp. No primeiro semestre, o segmento movimentou R$ 4,27 bilhões, alta de 12,84% na comparação com o mesmo período de 2025.
O resultado acompanha o aumento dos deslocamentos de executivos, equipes comerciais, profissionais técnicos e participantes de congressos, feiras e convenções realizados em diversas regiões do país.
Embora o transporte aéreo tenha liderado em volume financeiro, a hotelaria foi o segmento que registrou a maior expansão entre as principais categorias do mercado. O faturamento alcançou R$ 2,12 bilhões, crescimento de 23,03% em relação ao primeiro semestre de 2025. Com isso, a hospedagem passou a representar 29,5% da receita total das empresas associadas.
O avanço acompanha o aumento da ocupação hoteleira em capitais, polos industriais e destinos que sediaram congressos, feiras de negócios e encontros corporativos, além da ampliação das viagens de curta duração realizadas por empresas de diferentes setores.
Os serviços complementares às viagens corporativas também apresentaram crescimento ao longo do semestre. A categoria "Demais Serviços" movimentou R$ 428,7 milhões, alta de 4,92%, enquanto a locação de veículos registrou faturamento de R$ 203,3 milhões, crescimento de 7,42%.
Entre os destaques proporcionais, o seguro viagem teve o maior avanço percentual do levantamento, com crescimento de 70,42%, alcançando R$ 20,1 milhões. Os serviços de transfer também registraram desempenho expressivo, com alta de 29,15% e receita de R$ 36,1 milhões. Já o transporte rodoviário movimentou R$ 34,4 milhões, crescimento de 12,07% na comparação anual.
Apesar do desempenho positivo do mercado, alguns segmentos registraram retração.
Os pacotes de lazer comercializados pelas agências corporativas tiveram queda de 14,79%, somando R$ 64,2 milhões no semestre. Também recuaram as vendas de cruzeiros (-41,02%), os serviços de vistos e documentação (-47,06%) e o transporte ferroviário (-71,79%).
Mesmo com essas reduções, esses nichos possuem participação limitada no faturamento total e não comprometeram o crescimento consolidado do setor. Considerando apenas o mês de junho, o mercado movimentou R$ 1,12 bilhão, resultado 6,51% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.




