
Os passeios de helicóptero estão entre as experiências turísticas que permitem observar o Rio de Janeiro de um ângulo diferente. Com voos sobre pontos como Cristo Redentor, Copacabana, Pão de Açúcar e praias da Zona Sul, o serviço movimenta milhares de passageiros todos os meses na cidade.
Para quem pretende contratar um voo panorâmico, algumas verificações podem ajudar a obter informações sobre a aeronave e a regularidade do serviço.
- Confira o prefixo da aeronave
Antes do embarque, o passageiro pode solicitar à empresa o prefixo do helicóptero que será utilizado no passeio. A identificação é formada por duas letras, seguidas de hífen e outras três letras. Com o prefixo em mãos, é possível consultar a aeronave no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), sistema disponibilizado pela Anac. A consulta permite verificar informações como modelo, operador, situação cadastral e autorizações relacionadas à operação. Quando a aeronave aparece com a situação normal, significa que não há restrições administrativas graves associadas ao cadastro.
- Verifique a validade do CVA
Outro documento que pode ser consultado no sistema da Anac é o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA). O certificado indica que a aeronave passou por uma inspeção com resultado favorável e está autorizada a operar dentro do período de validade informado, desde que sejam mantidas as condições exigidas. Antes do voo, o passageiro pode conferir se o CVA está dentro do prazo de validade.
- Observe a identificação do helicóptero
As aeronaves utilizadas em voos panorâmicos devem apresentar a inscrição “VOO PANORÂMICO” em sua estrutura. A identificação pode ser observada pelo passageiro no momento do embarque e é uma forma adicional de verificar se o equipamento está destinado a esse tipo de operação.
- Preste atenção ao briefing de segurança
Antes da decolagem, a empresa deve orientar os passageiros sobre os procedimentos básicos de segurança. O briefing deve abordar informações como colocação e ajuste dos cintos, procedimentos para embarque e desembarque, local adequado para guardar objetos, itens que não podem ser transportados e orientações para situações de emergência.
- Confira se a empresa está autorizada
Os voos panorâmicos devem ser realizados por empresas autorizadas e com aeronaves certificadas para o serviço. Para operar esse tipo de atividade, as empresas precisam possuir Certificado de Operador Aéreo (COA) e Especificações Operativas (EO), documentos que indicam os serviços para os quais estão autorizadas.
- Saiba de onde parte o passeio
No Rio de Janeiro, os voos panorâmicos costumam partir de diferentes pontos da cidade. Entre os locais utilizados estão helipontos na Lagoa, na Urca e no Aeroporto de Jacarepaguá, na Barra da Tijuca. O local de partida depende da empresa e do roteiro contratado.
- Confira o roteiro e a duração do voo
A duração dos passeios varia conforme o roteiro escolhido. Há voos de poucos minutos e opções que chegam a aproximadamente uma hora. Entre os pontos turísticos que podem fazer parte dos trajetos estão o Cristo Redentor, Copacabana, Arpoador, Leme, Gávea, Vidigal, Floresta da Tijuca, São Conrado, Lagoa Rodrigo de Freitas, Rocinha, Jardim Botânico, Jockey Club Brasileiro e praias da Barra da Tijuca. Antes da contratação, vale conferir quais locais serão sobrevoados, a duração prevista e se o percurso pode sofrer alterações.
O serviço de voos turísticos possui presença significativa no Rio de Janeiro. Entre outubro e dezembro de 2025, foram registrados 31.759 voos panorâmicos na cidade. Segundo dados da Associação dos Operadores Turísticos de Helicópteros do Rio de Janeiro (Aotherj), o setor realiza, em média, 70 voos por dia e transporta aproximadamente 6.771 passageiros por mês, o equivalente a cerca de 223 pessoas diariamente. O período de maior procura ocorre em fevereiro, durante o Carnaval, quando a cidade recebe um grande fluxo de visitantes.




