
Esperar até os últimos dias antes de embarcar, evitar começar a viagem justamente no sábado e mirar épocas de menor procura têm se tornado hábitos cada vez mais comuns entre brasileiros que querem gastar menos com hospedagem. É o que mostra um estudo global sobre preços de hotéis referente a 2026, que cruzou dados de reservas com uma pesquisa aplicada a 11 mil viajantes em nove países.
De acordo com o levantamento, quem reserva a estadia entre zero e sete dias antes da viagem paga, em média, até 48% menos do que quem fecha a reserva com mais de quatro meses de antecedência. Em hotéis de categoria quatro estrelas, essa diferença fica em torno de 37%.
O estudo também identificou qual é o melhor dia da semana para começar uma hospedagem no Brasil: a quinta-feira aparece como a opção mais barata, enquanto o sábado concentra as diárias mais caras, tanto em viagens dentro do país quanto no exterior.
Quanto à época do ano, a primeira semana de junho surge como uma das janelas mais econômicas para viajar dentro do Brasil, com diárias abaixo da média anual. Já para quem pretende viajar para fora do país, fevereiro se destaca como o mês de tarifas mais competitivas.
Entre os destinos nacionais, o Rio de Janeiro aparece na lista de cidades onde ainda é possível encontrar hotéis cinco estrelas por menos de R$ 2 mil a diária, com valor médio estimado em R$ 1.595 na capital fluminense. Outros destinos brasileiros com boa relação entre preço e categoria de luxo incluem Porto Alegre, com diária média de R$ 456, São Luís (R$ 705), Brasília (R$ 779), Curitiba (R$ 784), Gramado (R$ 1.033), Salvador (R$ 1.118), Maceió (R$ 1.336), Foz do Iguaçu (R$ 1.433) e Recife (R$ 1.799).
No exterior, cidades como Montevidéu, Bangkok, Xangai, Santiago, Guangzhou, Praga, Porto, Buenos Aires, Lisboa e Istambul também aparecem entre os lugares onde hotéis cinco estrelas custam menos de R$ 2 mil por noite.
O levantamento reforça ainda que viagens urbanas seguem sendo a opção mais barata de hospedagem: a diária média em hotéis de cidades brasileiras ficou em R$ 432, contra R$ 1.077 no exterior. Já destinos de praia e de esqui permanecem entre as categorias mais caras do mercado.
Outro ponto observado pela pesquisa é uma mudança na forma como os viajantes enxergam o conceito de luxo: cada vez mais, a escolha do hotel passa a levar em conta experiências como quartos com vista, spas, gastronomia autoral e serviços personalizados, e não apenas o número de estrelas.
Entre os destinos internacionais que tiveram a maior queda nas tarifas médias em relação ao ano anterior estão cidades da Tailândia, China, Estados Unidos, Argentina e Colômbia, com casos como Bangkok, Toronto, Havana e Los Angeles registrando reduções entre 10% e 20%.
Os dados fazem parte do Hotel Price Index, estudo anual baseado em reservas feitas ao longo de 2025 em uma plataforma global de hospedagens, somadas a uma pesquisa de opinião conduzida com milhares de viajantes ao redor do mundo.




