
O preço deixou de ser o único critério dos brasileiros na hora de planejar uma viagem. Uma pesquisa da Booking.com mostra que conforto, experiências e praticidade têm peso importante nas decisões de consumo dos viajantes, que demonstram disposição para investir mais em itens capazes de melhorar a experiência longe de casa.
Entre os entrevistados, 33% afirmaram que preferem pagar um pouco mais para garantir uma acomodação confortável. A busca por qualidade também aparece na percepção sobre economia: 89% consideram que, em determinadas situações, vale gastar mais para evitar problemas, enquanto 85% acreditam que economizar excessivamente durante uma viagem pode gerar gastos ou transtornos posteriormente.
O levantamento ouviu 1.200 brasileiros com 18 anos ou mais que haviam realizado pelo menos uma viagem de lazer, nacional ou internacional, nos 12 meses anteriores. As entrevistas foram realizadas em junho de 2026.
Quando o assunto é aumentar o orçamento para aproveitar melhor a viagem, os passeios aparecem como principal prioridade, citados por 38% dos participantes. Em seguida estão as hospedagens mais confortáveis, com 33%, e as atividades consideradas únicas, mencionadas por 31%.
A localização também influencia a disposição para gastar. Para 30% dos entrevistados, vale investir mais em uma hospedagem bem localizada, próxima aos principais pontos turísticos ou em uma área estratégica para facilitar os deslocamentos durante a viagem.
As preferências, no entanto, variam entre as diferentes gerações. Na gastronomia, por exemplo, 30% dos viajantes com mais de 55 anos afirmaram que estariam dispostos a gastar mais com experiências gastronômicas. Entre os brasileiros de 45 a 54 anos, o percentual é de 18%.

Já entre os integrantes da Geração Z, de 18 a 24 anos, apenas 22% consideram importante pagar mais por uma hospedagem que ofereça café da manhã, indicando diferenças nas prioridades de consumo entre as faixas etárias.
Mesmo diante da necessidade de reduzir gastos, o conforto da hospedagem aparece como um dos itens mais preservados. Para 31% dos brasileiros, uma acomodação confortável seria o último gasto eliminado do orçamento. Gastronomia e passeios vêm na sequência, ambos apontados por 13% dos entrevistados.
O transporte apresenta maior margem para economia. Apenas 5% dos participantes afirmaram que evitariam reduzir gastos relacionados ao conforto durante os deslocamentos.
A pesquisa também mostra que a percepção de uma viagem bem-sucedida está diretamente relacionada às experiências vividas. Para 92% dos brasileiros, determinadas vivências fazem com que uma viagem valha cada centavo, enquanto 94% consideram importante aproveitar momentos que tornem a experiência realmente compensadora.
Equilibrar qualidade e preço, evitar problemas e manter o controle financeiro também aparecem entre as principais preocupações. Esses fatores foram considerados importantes por 92% dos entrevistados. Entre os viajantes com 55 anos ou mais, a preocupação em não ultrapassar o orçamento chega a 97%.
Quando questionados sobre o que demonstra que o dinheiro gasto em uma viagem valeu a pena, as memórias ocupam o primeiro lugar. Para 51% dos brasileiros, as lembranças construídas durante a experiência são o principal indicador de que o investimento foi bem aproveitado. Outros 26% destacam a possibilidade de relaxar e aproveitar o período sem preocupações.
Apenas 11% apontam a sensação de ter feito uma boa escolha financeira como o principal sinal de sucesso da viagem. Os resultados reforçam a valorização crescente de experiências, conforto e bem-estar na forma como os brasileiros avaliam seus gastos durante as viagens.




