BRASIL LIDERA RANKING DE TURISMO NA AMÉRICA LATINA

Publicado por Luana Maia em 26 de outubro de 2026

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O Brasil ocupa a primeira posição na América Latina no Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo 2026 (TTDI), elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. Apesar da liderança regional, o país caiu seis posições no ranking global em relação a 2024, passando do 26º para o 32º lugar entre 110 economias avaliadas. O resultado evidencia o potencial turístico brasileiro, mas também aponta a necessidade de avançar em áreas estratégicas para fortalecer a competitividade internacional do setor.

Com 4,41 pontos, o Brasil aparece à frente de outros importantes mercados latino-americanos, como Chile, na 35ª posição, México, na 41ª, e Argentina, na 48ª. No cenário mundial, Japão, Estados Unidos e Espanha ocupam as primeiras colocações.

O levantamento considera 102 indicadores, distribuídos em 17 pilares, para avaliar as condições de desenvolvimento do turismo em diferentes países. Entre os critérios estão segurança, transportes, ambiente de negócios, recursos naturais e culturais, políticas públicas e sustentabilidade. Embora o Brasil tenha registrado melhora na pontuação, a perda de posições demonstra que outros mercados avançaram em ritmo mais acelerado.

Para a União Nacional de Convention & Visitors Bureaux e Entidades de Destinos (Unedestinos), o desempenho brasileiro reforça a importância de ampliar os investimentos em infraestrutura, conectividade aérea e terrestre e gestão integrada dos destinos. O objetivo é transformar a diversidade natural e cultural do país em oportunidades de negócios, geração de empregos e distribuição de renda entre as diferentes regiões.

O relatório também destaca desafios que afetam a competitividade turística internacional, como a concentração de visitantes em determinados destinos, a sobrecarga da infraestrutura e o aumento dos custos das viagens. A competitividade de preços recuou em aproximadamente três quartos das economias analisadas, cenário que reforça a necessidade de conciliar o crescimento da demanda com a qualidade dos serviços e a sustentabilidade das localidades.

No Brasil, a melhoria das condições de acesso aos destinos e o fortalecimento da conectividade são apontados como fatores importantes para ampliar a circulação de turistas. A diversificação da oferta e o incentivo a regiões que ainda possuem espaço para crescer no mercado nacional e internacional também podem contribuir para distribuir melhor os benefícios econômicos da atividade.

Nesse contexto, os Convention & Visitors Bureaus (CVBs) desempenham um papel estratégico na promoção de destinos, na captação de eventos e na articulação entre empresas, organizadores, entidades representativas e poder público. Essas organizações também podem estimular a movimentação turística fora dos períodos de alta temporada, ampliar o turismo de negócios e atrair eventos corporativos para diferentes municípios.

A Unedestinos defende que a competitividade do setor seja avaliada não apenas pelo número de visitantes recebidos, mas também pelos resultados gerados para as comunidades locais. O fortalecimento das organizações regionais e a cooperação entre destinos são considerados caminhos para ampliar a capacidade de atração de investimentos, estimular a economia e promover um desenvolvimento turístico mais equilibrado.